Museu histórico Lauro da Escóssia na cidade de Mossoró

Sua História:

A história do Museu Lauro da Escóssia,  que vou descrever e mostrar em fotos foram copiados dos Banners e cartazes que encontrei emoldurados nos diversos corredores do museu. Vamos começar com o decreto nº 4, de 5 de Abril de 1948, instituído pelo prefeito Jerônimo Dix-Sept Rosado, que criou a biblioteca pública, juntamente com o museu municipal de Mossoró, inicialmente instalado no andar térreo do antigo clube Ipiranga, onde funciona atualmente a Associação Cultural Esportiva Universitária – ACEU.

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Localizado no antigo prédio da Cadeia Pública, o Acervo do Museu Lauro da Escóssia, conta com preciosidades da cultura regional, registro em objetos e documentos do movimento Abolicionista e outros momentos históricos da cidade.

Vamos entrar:

Museu Lauro da Escóssia

Observem o tamanho da chave para abrir a principal porta que dar acesso ao imenso acervo do Museu.

Acervo:

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Essa era a impressora do Jornal O Mossoroense que está bem preservado aqui numa sala do Museu.

Ao entrar, a gente vai de encontro da guarda de um rico acervo relacionado, à pré-história e à paleontologia, à história da cidade de Mossoró e da região. São documentos, textos bibliográficos, mobiliários e objetos pessoais. Vale salientar a importante coleção do jornal ‘O Mossoroense’, o terceiro jornal mais antigo do Brasil, impresso no século XIX, com seu primeiro exemplar circulado em 17 de Outubro de 1872, com ilustrações a base de xilogravura e uma rica coleção que ultrapassa 30 mil unidades de fotografias e negativos do fotógrafo Manuelito que registrou a cidade e sua história por muitos anos.

O fotógrafo Manuelito:

Iniciou como aprendiz de fotógrafo no Foto Sales, em fortaleza e profissionalizou-se em 1929. Estabeleceu-se definitivamente em Mossoró, em Outubro de 1933, a convite de Augusto da Escóssia, no Foto Escóssia e posteriormente na casa O Atávio.

O Sábado de carnaval de 1942, para Manuelito foi literalmente um sábado gordo, pois foi naquele dia do “Zé Pereira” que abriu ao público mossoroense seu próprio negócio  – Foto O Manuelito.

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O fotógrafo Manuelito Pereira dos Santos Magalhães Benigno nasceu na cidade de Fortaleza, Ceará, em 17 de Agosto de 1910 e faleceu na cidade de Mossoró no dia 10 de Agosto de 1980.

Foto Manuelito

Manuelito e sua máquina de fazer sonhos e realizar história.

Registros:

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O legado de Manuelito vai além do social. Ele fez um rigoroso registro do patrimônio sócio cultural da cidade de Mossoró, imortalizado pelas suas câmeras, por várias décadas. Seu legado ultrapassa a casa das 30 mil fotografias guardadas.

Ele fotografou os mais célebres filhos da terra, bem como, os mais ilustres visitantes, fossem eles políticos, religiosos, tipos populares, artistas, misses e até os meios de transportes.

No dia 18 de Julho de 1991, o museu municipal de Mossoró passou a ser denominado de Museu Histórico Lauro da Escóssia, considerando que o jornalista simboliza a geração dos bravos  da inteligência e do devotamento à imprensa livre no chão de Mossoró, tornando-se um valoroso estudioso do passado da cidade cuja história era um dos maiores sabedores.

Celina: A primeira mulher a votar no Brasil:

Museu Lauro da Escóssia

O primeiro título de eleitor feminino foi para Celina Guimarães e está em exposição aqui no Museu Histórico Lauro da Escóssia

Celina Guimarães Viana, Professora, Juíza de futebol, mulher atuante em Mossoró, foi a primeira eleitora inscrita no Brasil. Após Celina tirar seu título, um grande movimento nacional levou mulheres de diversas cidades a fazerem a mesma coisa. A luta continuou e em 1934, o voto feminino foi regulamentado no Brasil.

O Mossoroense:

O jornal O Mossoroense a época um semanário, encampou as ideias defendidas pela Loja Maçônica 24 de Junho, contrapondo-se à igreja católica que tinha à frente o vigário Antônio Joaquim, aliado à classe retrógrada, defensora do continuísmo, isto é, o pensamento antidemocrático.

Museu Lauro da Escóssia

Jornal O Mossoroense e sua primeira edição.

Este jornal surge no dia 17 de Outubro de 1872, com todas as características da imprensa da época, era um panfletário polêmico, desafiador e inquietante, como bem afirma o jornalista Cid Augusto, membro da atual geração de Jeremias da Rocha Nogueira. A primeira edição de “O Mossoroense” lançou um sério desafio aos políticos da época, a ponto de seus fundadores serem ameaçados de morte, a tal ponto de Ana Floriano, uma das mais destemidas mulheres da época, liderar um movimento denominado de Motim das Mulheres, em pleno centro da cidade de Mossoró.

O Museu Histórico de Mossoró, tem como missão preservar, coletar, expor, informar, divulgar e disponibilizar ao público em geral os resultados advindos das pesquisas realizadas pelo museu e instituições parceiras, sobre os fatos históricos, sociais e políticos da cidade de Mossoró.

O Nome Mossoró:

O nome Mossoró deriva do topônimo Monxoró ou Mouxoró, que designa o grupo dos índios Cariris que habitavam a região. Também, denominava o Rio Apodi, que quando em cheias torrenciais, era Xoró, Xororó ou Tororó. Depois, também foi chamado de Moçoró e hoje, Mossoró.

Leia também:

Museu do Petróleo localizado no antigo prédio da Estação Ferroviária, hoje, Estação das Artes.

Mossoró botou lampião pra correr, foi um dia inesquecível para a história dos Mossoroenses.

Dica de Hotéis em Mossoró

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Uma resposta para “Museu histórico Lauro da Escóssia na cidade de Mossoró”

  1. […] Conheça também o Museu Histórico de Mossoró – Lauro da Escossia. […]

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