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As 09 lições de um peregrino do Diário de um mago

Paulo Coelho é considerado o autor brasileiro mais lido no mundo e tem suas obras publicadas em mais de 160 países em diversos idiomas. Entre seus maiores sucessos estão O Alquimista e este que acabo de lê-lo, O Diário de um mago. Nele, encontrei 09 lições de um peregrino, que assim como Paulo Coelho, eu também aprendi desde muito jovem que viajar é a melhor maneira de aprender, principalmente, agora quando cheguei à Melhor Idade, continuo com esta alma de peregrino. Vou transcrever aqui exatamente o que encontrei no livro O Diário de um mago e que vivenciei alguns desses momentos viajando em companhia de minha mulher: É na decisão de cumprirmos nosso destino, o que nos faz o que realmente somos – o extraordinário está na simplicidade do cotidiano.

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“Viajar é a maior clínica médica do mundo, é o melhor remédio que existe para a Melhor Idade”

AS NOVE LIÇÕES DE UM PEREGRINO:

1 – Evite os museus. O conselho pode parecer absurdo, mas vamos refletir um pouco: se você está numa cidade estrangeira, não é muito mais interessante ir em busca do presente que do passado? Acontece que as pessoas sentem-se obrigadas a ir a museus porque aprenderam desde pequeninas que viajar é buscar esse tipo de cultura. É claro que museus são importantes, mas exigem tempo e objetividade – você precisa saber o que deseja ver ali, ou vai sair com a impressão de que viu uma porção de coisas fundamentais para a sua vida, mas não se lembra quais são.

2 – Frequente os bares. É lá, e não nos museus, que a vida da cidade se manifesta. Bares não são discotecas, mas lugares aonde o povo vai, tomo algo, pensa na vida e está sempre disposto a bater papo. Compre um jornal e deixe-se ficar contemplando o entra e sai. Se alguém puxar assunto, por mais bobo que seja, engate a conversa: não se pode julgar a beleza de um caminho apenas para sua porta de entrada.

Sempre no final do dia, quando acaba nosso passeio, é num barzinho que costumamos curtir e relembrar o que vimos durante o dia e até compartilhar com pessoas da mesa vizinha. Surge novas amizades e sempre descobrimos o que fazer no dia seguinte. Agora, toma cuidado com pessoas estranhas, nem todas você deve se aproximar.

3 – Esteja disponível. O melhor guia de turismo é alguém que mora no lugar, conhece tudo, tem orgulho de sua cidade, mas não trabalha em uma agência. Saia pelas ruas escolha a pessoa com quem deseja conversar e peça informações tais como: onde fica tal catedral, onde estão os correios… Se não der resultado, tente outra – garanto que, até o fim do dia, terá encontrado uma excelente companhia. Agora, seja um peregrino cuidadoso nas tomadas de decisões, tenha a certeza de perguntar a pessoa certa, não por aí atrás de qualquer pessoa.

É verdade. Uma das primeiras coisas que fazemos ao chegar num determinado lugar é pesquisar com alguém, os principais pontos de visitação e como chegar lá. Normalmente, esse primeiro papo acontece no local de hospedagem e é fundamental que se tenha em mãos um mapa do lugar. Novas informações vão surgindo durante as visitas e no decorrer do dia. É sensacional viajar e conhecer o novo.

4 – Procure viajar sozinho ou – se for casado – com seu cônjuge. Vai dar mais trabalho, ninguém vai estar cuidando de você, mas só desta forma poderá realmente sair do seu país. As viagens em grupo são uma maneira disfarçada de estar numa terra estrangeira, mas falando a sua língua natal, obedecendo ao chefe do rebanho e preocupando-se mais com as fofocas do grupo que com o lugar que está visitando.

Apesar de estarmos na estrada a mais de 30 anos, agora na Melhor Idade (+60), podemos afirmar: só nós dois, estamos realizando as melhores viagens de nossas vidas.

5 – Não faça comparações. Não compare nada – nem preços, nem limpeza, nem qualidade de vida, nem meios de transporte, nada. Você não está viajando para provar que vive melhor que os outros. Sua procura, na verdade, é saber como os outros vivem, o que podem ensinar, como enfrentam a realidade, e descobrir o extraordinário da vida.

Não faça comparação.
Não faça comparações.

Fazendo comparação das coisas que se ver num determinado lugar com o do nosso país, é uma das piores cenas que a gente pode encontrar por esse mundo a fora, principalmente, em grupo e pior ainda, quando na presença de pessoas do lugar a que está visitando. Já presenciamos esse tipo de papo. É péssimo encontrar brasileiros visitando Paris, Londres, Nova York etc e comparando com as coisas do nosso Brasil. 

6 – Entenda que todo mundo lhe entende. Mesmo que não fale a língua local, não tenha medo: já estive em muitos lugares onde não havia maneira de me comunicar através de palavras e terminei sempre encontrando apoio, orientação, sugestões importantes e até mesmo namoradas. Algumas pessoas acham que, se viajarem sozinhas, vão sair na rua e se perder para sempre. Basta ter o cartão do hotel no bolso e, numa situação extrema, tomar um táxi e mostra-lo ao motorista.

7 – Não compre muito. Seja um peregrino organizado com as finanças. Gaste seu dinheiro com coisas que não vai precisar carregar: boas peças de teatro, restaurantes, passeios. Hoje em dia, com o mercado global e a internet, você pode ter quase tudo sem precisar pagar excesso de peso.

8 – Não tente ver o mundo em um mês. Um bom peregrino sabe fazer um roteiro caprichoso. Mais vale ficar numa cidade quatro ou cinco dias que visitar cinco cidades em uma semana. Uma cidade é uma mulher caprichosa – precisa de tempo para ser seduzida e mostrar-se completamente.

Não tente ver o mundo em um mês.
Não tente ver o mundo em um mês.

09 – Uma viagem é uma aventura. Henry Miller dizia que é muito mais importante para um peregrino descobrir uma igreja de que ninguém ouviu falar que ir a Roma e sentir-se obrigado a visitar a Capela Sistina, com duzentos mil turistas gritando nos seus ouvidos. Vá a Capela Sistina, mas deixe-se perder pelas ruas, andar pelos becos, sentir a liberdade de estar procurando algo que não sabe o que é, mas que – com toda certeza – irá encontrar e mudará sua vida.

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PARA ENCERRAR:

“Viajar é a maior clínica médica do mundo, é o melhor remédio que existe para a Melhor Idade”.

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